Lendo na coluna do Denis Russo de Veja esta semana edição 2175 de 28 de julho de 2010, fiquei de “cara” ! Sabiam ? O Brasil produz em média por dia 135.000 toneladas de lixo. Isso significa que hectares e mais hectares são perdidos por dia e centenas por ano para a fronteira do lixo. Na sua coluna no www.veja.com/sustentavel, Denis afirma que o mundo está cheio de fronteiras. Fala-se muito sobre a fronteira agrícola, que está em expansão – hoje, no Brasil, ela está localizada no sul da Amazônia, avançando rapidamente sobre a floresta ao norte. A fronteira agrícola é a linha imaginária que separa a mata da área sob ocupação humana. A segunda fronteira, que sempre vem atrás da agrícola e se move com igual avidez, é a urbana. A fronteira urbana separa as cidades do mundo rural, impermeabilizando o solo no caminho. Essa fronteira avança tão rápido que, hoje, metade da população do mundo já está dentro dela (eram 30% em 1950 e serão 70% em 2050, segundo dados da ONU). Mas pouquíssima gente fala da terceira fronteira, que sempre avança atrás das outras duas: a fronteira do lixo. A fronteira do lixo delimita imensos territórios inutilizados para a ocupação humana. São áreas que já foram cobertas de detritos, e que estão condenadas para quase qualquer tipo de uso. São pedaços do planeta que jogamos fora e que por incrível que pareça , tem sido locais até mesmo urbanizados e em muitos casos, como no próprio morro do Bumba em Niterói explorado comercialmente de maneira criminosa e indecente. Falamos pouco dessa fronteira porque não gostamos do assunto. Lixo é um tema incômodo. Lixo a gente põe num saco plástico, leva até a calçada e esquece. Não é mais problema nosso. Só o que queremos é que alguém leve embora. Geralmente, alguém leva. Um caminhão carrega tudo para uma área bem longe de casa. Como a produção de lixo não para, essa área não para de crescer. É essa a fronteira do lixo. Mas a questão é que o lixo poderá voltar e em breve estará batendo a nossa porta. O texto nos leva a considerar este aspecto do retorno do lixo como a terceira fronteira, mas penso que podemos limitar esta expansão e esta fronteira tomando ações preventivas e cautelares todos os dias. O cristão deveria ser exemplo neste campo , logicamente, não apenas jogando papel na rua, mas entendendo o significado profundo do Salmo 24: 1 e 2 que diz : Do Senhor é a terra e sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Ora , Deus não quer que estejamos sendo “engolidos” pelo lixo, tampouco deseja que produzamos lixo de maneira inconseqüente. O cristão deve ser exemplo na preservação ambiental. Tenha como alvo produzir o mínimo de lixo possível, adquirir produtos com embalagens que não poluam, carregue sacolas de pano para o supermercado, faça algo ! Do Senhor é a terra e temos que preservá-la. Pense nisso ! Não podemos viver na eminência de termos esta terceira fronteira ampliada! Recicle sua maneira de olhar para o lixo, para o descarte , caso contrário : O lixo poderá bater em breve a sua e a minha porta !
Pr. Cioli Frickes Rodrigues
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