Palmerindo Ribeiro de Paiva
Na crônica de hoje trago uma pergunta que tem fundamento. Como tem sido o nosso diálogo com Deus? O que temos feito aqui na terra? Nenhum de nós sabemos, apenas o nosso Deus.
Conhecemos inúmeras pessoas que irão explicar-lhe em detalhes a razão de suas existências. Eles não acreditam. São seres humanos que ainda estão presos à antiga linguagem, e só acreditam nas coisas que têm explicação. No entendimento deles não há razão para viver. Mas é claro que existe em motivo para estarmos aqui. Só Deus sabe, e vem nos revelando. Para estes, a revelação de Deus é uma linguagem que não aceitam, porque não é lógica, eles estão mais acostumadas com receitas e fórmulas.
O nosso coração sabe porque estamos aqui. Quem ouve o coração seguir os sinais e viver a lenda pessoal, entende que está participando de algo, mesmo que não compreenda racionalmente. Em questão de segundos antes da nossa morte, nos damos conta da verdadeira razão de nossa existência. E neste momento nasce o inferno e o paraíso. O inferno é visto em fração de segundo. É só olharmos para trás, e saber que desperdiçamos uma oportunidade de honrar o nosso Deus, e dignificar o milagre da vida. O paraíso é poder dizer neste momento que cometemos alguns erros, mas não fomos covardes.
Hoje, em vez de tristezas e amargura, sentimos entusiasmo. Essa é a única diferença, temos que continuar respeitando o mistério e aceitar com humildade, pois Deus tem planos para cada um de nós. É muito fácil viver sem explicação. Eu posso ser um exemplo, quando procurei através da Bíblia entender tudo isso. Temos que viver com a mesma intensidade de uma criança. Ela não pede explicação, mergulha em cada dia como se fosse uma aventura diferente. E à noite dorme cansada e feliz.






